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| Kyss mig, de Alexandra-Therese Keining |
My fault, my failure, is not in the passions I have, but in my lack of control of them. Jack Kerouac
29 fevereiro 2012
26 fevereiro 2012
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| Factory Girl, George Hickenlooper (2006) |
Andy Warhol: I wonder if people are going to remember us?
Edie Sedgwick: What, when we're dead?
Andy Warhol: Yeah.
Edie Sedgwick: Well I think people will talk about how you changed the world.
Andy Warhol: I wonder what they'll say about you... in your obituary. I like that word.
Edie Sedgwick: Nothing nice, I don't think.
Andy Warhol: No no, come on. They'd say, "Edith Minturn Sedgwick: beautiful artist and actress...
Edie Sedgwick: ...and all around loon.
Andy Warhol: ...Remembered for setting the world on fire...
Edie Sedgwick: ...and escaping the clutches of her terrifying family...
Andy Warhol: ...Made friends with eeeeverybody, and anybody...
Edie Sedgwick: ...creating chaos and uproar wherever she went. Divorced as many times as she married, she leaves only good wishes behind.
[laughs]
Edie Sedgwick: That's nice, isn't it?
VII.
O equilíbrio. O desequilíbrio. O apesar de. O amor. São estas as palavras que ecoam dentro da sua cabeça, como uma música que ficou na memória dos tempos de infância. Faz um jogo de paciência. Quantas vezes por minuto pensa nela. Uma, duas, três, quatro, perde a conta à trigésima primeira vez.
Lembra-se de um dia no jardim, que se sentaram na relva. Namoraram na relva. Conversaram na relva. Foram felizes na relva. O cheiro dela colado ao cheiro dela, o cheiro dela por cima do cheiro dela, por baixo dela, por cima dela, por tudo o lado. Em todo o lado. Agarrado, impregnado, colado, sempre, para sempre. Também ele como uma musica que ficou na memoria dos tempos de infância.
Sente-se fraca nos dias em que estas memórias a assaltam. Sente que quer voltar. Há dias em que a força para fugir é tão pouca, é também ela fraca. Sente que não pode voltar. Debate-se durante alguns minutos. Acende um cigarro. As palavras continuam a ecoar na sua cabeça, vêm com cada batida do coração, querendo saltar quase do peito para fora. Apaga o cigarro. Hoje não irá dormir novamente.
O equilíbrio. O desequilíbrio. O apesar de. O amor. São estas as palavras que ecoam dentro da sua cabeça, como uma música que ficou na memória dos tempos de infância. Faz um jogo de paciência. Quantas vezes por minuto pensa nela. Uma, duas, três, quatro, perde a conta à trigésima primeira vez.
Lembra-se de um dia no jardim, que se sentaram na relva. Namoraram na relva. Conversaram na relva. Foram felizes na relva. O cheiro dela colado ao cheiro dela, o cheiro dela por cima do cheiro dela, por baixo dela, por cima dela, por tudo o lado. Em todo o lado. Agarrado, impregnado, colado, sempre, para sempre. Também ele como uma musica que ficou na memoria dos tempos de infância.
Sente-se fraca nos dias em que estas memórias a assaltam. Sente que quer voltar. Há dias em que a força para fugir é tão pouca, é também ela fraca. Sente que não pode voltar. Debate-se durante alguns minutos. Acende um cigarro. As palavras continuam a ecoar na sua cabeça, vêm com cada batida do coração, querendo saltar quase do peito para fora. Apaga o cigarro. Hoje não irá dormir novamente.
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